ARCOlisboa
LIUBA / Maureen Bisilliat

Stand / booth K01

28–31 de maio, 2026 / may 28–31, 2026

Cordoaria Nacional
Av. da Índia, 1300-598
Lisboa, Portugal

Para ARCOlisboa 2026, apresentamos uma seleção de obras de Maureen Bisilliat (1931–Surrey, Inglaterra) e LIUBA (1923–Sofia, Bulgaria / 2005–São Paulo, Brasil): duas artistas estrangeiras que escolheram o Brasil como morada e campo de trabalho. Radicadas no Brasil a partir da década de 1950, Maureen Bisilliat e LIUBA iniciaram suas trajetórias artísticas em um período marcado por intensos processos de modernização cultural e tecnológica no país. Nesse contexto, suas obras dialogavam com manifestações culturais da América do Sul e do Norte da África, assumindo um caráter de registro de simbologias e tradições populares ou ancestrais que pareciam ameaçados pelo avanço da modernidade.

LIUBA chegou no Brasil em 1949, mas durante a década de 50 transitou por diversos países da Europa, das Américas e do Norte Africano. Formou-se na École de Beaux Arts de Genebra e trabalhou por cinco anos com Germaine Richier. Em 1965, dentro das comemorações do IV Centenário do Rio de Janeiro, LIUBA apresentou esculturas na área externa do MAM-Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, naquela que seria sua primeira mostra individual em um museu.

Suas esculturas foram dispostas sobre blocos de concreto ao ar livre e dialogavam com o paisagismo de Burle-Marx e com a arquitetura e urbanismo de Affonso Eduardo Reidy. Naquele momento suas formas animais e vegetais já faziam parte da construção de uma “imagem de Brasil”. Suas obras integram importantes coleções públicas internacionais como a do Fond National d’Art Contemporain de Paris, do Museu de Saint-Paul de Vence na França, do Kunsthalle de Nuremberg na Alemanha, do Hakone Open Air Museum no Japão e do Musée de La Sculpture en Plein Air de La Ville de Paris; e integram também importantes coleções públicas nacionais como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Coleção da Bienal de São Paulo e do Museu do Artista Brasileiro em Brasília, DF.

Maureen Bisilliat possui um trabalho de mais de 50 anos no campo da fotografia. Apresentamos para ARCOlisboa um conjunto de obras da artista que foram exibidas, em 1985, na 18ª Bienal de São Paulo, na Sala Especial “O Turista Aprendiz”, na qual ela revisitou o livro homônimo de Mário de Andrade, pu- blicado a partir dos diários de viagens realizadas pelo escritor e folclorista no final da década de 1920 pelo Norte e Nordeste. Bisilliat refez algumas daquelas viagens, e apresentou na Bienal cerca de 400 fotografias, um filme, artefatos populares e 50 fotografias realizadas por Mário de Andrade.

Maureen Bisilliat foi bolsista da Fundação Guggenheim (1970), do CNPq (1981-1987) e da Fapesp (1984-1987). Em 2010 foi vencedora dos prêmios Porto Seguro de Fotografia, Ordem do Ipiranga, Ordem do Mérito Cultural e a Ordem do Mérito da Defesa. Maureen participou de diversas exposições individuais e coletivas desde a década de 1960, destacando-se: MASP-Museu de Arte de São Paulo, Brasil; MAM-Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; MAC-Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; XIII, XVIII e XX Bienal de São Paulo, Brasil; I Bienal Latino-Americana; American Museum of Natural History, Nova York, EUA; Musée d’ethnographie de Genève, Suíça; Kunsthaus, Zurique, Suíça; Kunstmuseum Wolfsburg, Alemanha; Museu Afro Brasil, São Paulo, Brasil; IMS-Instituto Moreira Sales, Brasil.